À Manaus plus de 200 000 personnes se retrouvaient soumis chaque année aux crues d’un fleuve pouvant monter de plus de 12 mètres ! Durant l’hiver 2003, des inondations firent s’écrouler des dizaines de palafitas. Dès lors, l’état d’Amazonas va récupérer la gestion de ce dossier sensible, mettant en place un plan d’urgence, relogeant 400 familles en périphérie de la ville...

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Each year in Manaus, 200,000 people find themselves at the mercy of a river that can rise up to more than 12 meters! During the winter of 2003, the floods caused dozens of “palafitas” to crumble. Since then, the Amazon state has recuperated this delicate issue, putting an emergency plan into place and resettling 400 families to the outskirts of the city...

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En Manaus mas de 200 000 personas se encontraban a la merced de las crecidas de un río que puede subir más de 12 metros! En el invierno del 2003, las inundaciones derribaron decenas de palafitos. Desde entonces, el estado del Amazonas asumió el control de este asunto delicado, poniendo en marcha un plan de urgencia en el que se reubicaron a 400 familias hacia la periferia de la ciudad.

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Todos os anos em Manaus, cerca de 200 000 pessoas são vítimas das cheias de um rio cujo nível pode atingir mais de 12 metros! Durante o Inverno de 2003, dezenas de palafitas desmoronaram por causa das inundações. Desde então, o Estado do Amazonas tem vindo a ocupar-se da gestão deste assunto sensível; foi instaurado um plano de urgência com o objectivo de realojar 400 famílias na periferia da cidade.

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À Manaus plus de 200 000 personnes se retrouvaient soumis chaque année aux crues d’un fleuve pouvant monter de plus de 12 mètres ! Durant l’hiver 2003, des inondations firent s’écrouler des dizaines de palafitas. Dès lors, l’état d’Amazonas va récupérer la gestion de ce dossier sensible, mettant en place un plan d’urgence, relogeant 400 familles en périphérie de la ville. Fraîchement élu, le gouverneur Braga brandit l’étendard vert, l’écologie responsable et citoyenne. Et entreprend de tout « nettoyer . Dès lors, ces zones insalubres se sont transformées en de vastes chantiers, où les habitations de bric et bois ont été démolies pour faire place nette.

Depuis 2004, l’état d’Amazonas en partenariat avec la Banque Interaméricaine de Développement interaméricaine finance Prosamim : Programa Social e Ambiantal dos Igarapês de Manaus. 530 millions de dollars ont d’ores et déjà été investis dans cette opération qui a pour objectif la revitalisation - sociale, écologique, sanitaire - des igarapês, ces zones insalubres qui jalonnent Manaus à la manière des morros qui façonnent l’espace urbain de Rio-de-Janeiro.

Ils sont nombreux à voir derrière cette nouvelle urbanisation un processus de gentrification et la destruction d’une culture : celle des ribeirinhos, une population métisse qui a construit son identité et son histoire en lien direct avec le fleuve. Avec Prosamim, il s’agit de faire entrer de plain-pied et à marche forcée les habitants des igarapês dans la modernité. Les premiers expulsés du centre-ville sont arrivés en 2004, repoussant le problème en périphérie et créant un vrai désordre écologique : traitement des eaux non réalisés, déforestation, destruction de la faune environnante…

 
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Each year in Manaus, 200,000 people find themselves at the mercy of a river that can rise up to more than 12 meters! During the winter of 2003, the floods caused dozens of “palafitas” to crumble. Since then, the Amazon state has recuperated this delicate issue, putting an emergency plan into place and resettling 400 families to the outskirts of the city.  The Newly elected Braga government brandished the flag for the green movement and responsible, ecological citizenship, while undertaking the “cleaning” of affairs. From then on, these unsanitary zones are transformed into vast construction sites where brick and wood houses are demolished in the process.

Since 2004, the Amazon State in partnership with the Interamerican Development Bank have financed Prosamin’s: Programa Social e Ambiantal dos Igarapês de Manaus. 530 million dollars have already been invested in this operation whose objective is the social, ecological and sanitary revitalization  of the igarapes- these unsanitary zones which punctuate the Manaus landscape in the same way that the “moros” shape the urban space of Rio-de-Janeiro.

There are many who see a process of gentrification and destruction of the “ribeirinhos” culture behind this new urbanization-that of the mestizo population that has built its identity and its history in direct link with the river. With Prosamim, the habitants of the igarapes will be pressured into modernity. Those first evicted from downtown arrived in 2004, sweeping the problems out to the periphery and creating a real ecological disaster: untreated water, deforestation, and the destruction of the surrounding wildlife.

 
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En Manaus mas de 200 000 personas se encontraban a la merced de las crecidas de un río que puede subir más de 12 metros! En el invierno del 2003, las inundaciones derribaron decenas de palafitos. Desde entonces, el estado del Amazonas asumió el control de este asunto delicado, poniendo en marcha un plan de urgencia en el que se reubicaron a 400 familias hacia la periferia de la ciudad. Elegido recientemente, el gobernador Braga enarbola la causa verde de la ecología responsable y ciudadana. Su proyecto: “limpiarlo” todo. Así, las zonas insalubres se transforman hoy en inmensas zonas de construcción donde las viviendas de ladrillo y madera han sido demolidas para dejar el terreno libre.

Desde el 2004, el estado del Amazonas junto con el Banco Interamericano de Desarrollo financia Prosamim: Programa Social y Ambiental de los Igarapes de Manaus. Desde entonces 530 millones de dólares han sido invertidos en esta operación que tiene como objetivo primordial la revitalización, en términos sociales, ecológicos y sanitarios, de los igarapes; esas zonas insalubres que caracterizan a Manaus del mismo modo en que los montes le dan forma al espacio urbano de Rio de Janeiro.

Muchos son los que ven detrás de este nuevo proyecto de urbanización un proceso de gentrificación y de destrucción de una cultura, aquella de los “ribereños”, una población mestiza que construyó su identidad en relación directa con el río. Con Prosamim se trata de hacer entrar a la modernidad, de lleno y a marchas forzadas, a los habitantes de los igarapes. La primera ola de desplazamientos tiene lugar en el 2004, el problema es expulsado hacia las periferias donde se produce un verdadero desorden ecológico : aguas negras no tratadas, deforestación, destrucción de la fauna que rodea las nuevas comunidades ...

 
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Todos os anos em Manaus, cerca de 200 000 pessoas são vítimas das cheias de um rio cujo nível pode atingir mais de 12 metros! Durante o Inverno de 2003, dezenas de palafitas desmoronaram por causa das inundações. Desde então, o Estado do Amazonas tem vindo a ocupar-se da gestão deste assunto sensível; foi instaurado um plano de urgência com o objectivo de realojar 400 famílias na periferia da cidade. Recentemente eleito, o governador Braga hasteia a bandeira verde, optando pela ecologia responsável, e decide “limpar “ tudo. Desde então, as zonas insalubres transformaram-se em verdadeiras áreas de construção, varrendo os terrenos onde estavam as barracas de madeira.

Desde 2004 que o Estado do Amazonas, em parceria com o Banco do desenvolvimento interamericano , financia o Prosamim, Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus. 530 milhões de dólares já foram investidos nesta operação que tem como objectivo a revitalização social, ecológica, sanitária dos igarapés, zonas insalubres que se espalham pela cidade de Manaus, um pouco à imagem dos morros no espaço urbano do Rio de Janeiro.

São muitas as pessoas que vêem por detrás desta nova urbanização um processo de gentrificação e de destruição de uma cultura: a dos ribeirinhos, uma população mestiça que construiu a sua identidade e a sua história em contacto directo com o rio. Com o Prosamim, os habitantes são levados, de forma rápida e forçada, a entrar na modernidade. Os primeiros indivíduos que foram expulsos do centro da cidade chegaram em 2004 e empurraram o problema para a periferia, criando um verdadeiro caos ecológico: tratamento das águas inexistente, desflorestação e destruição da fauna presente.